Carlos Eduardo Alves, ex-prefeito de Natal, trocou o PSD pelo União Brasil para ser candidato a senador na chapa do ex-prefeito de Mossoró Allyson Bezerra. Com isso, Allyson tem seu projeto político eleitoral sustentado pelas oligarquias Alves e Maia
Da Redação do Jornal de Fato
O ex-prefeito de Natal, Carlos Eduardo Alves, será o segundo nome ao Senado da República na chapa do ex-prefeito de Mossoró e pré-candidato a governador Allyson Bezerra. Antes de viajar com a família para os Estados Unidos, onde passará um período de descanso, Alves assinou ficha de filiação ao mesmo partido de Allyson, o União Brasil.
Chapa de Allyson Bezerra fica praticamente fechada, com Hermano Morais (MDB) a vice-governador; Zenaide Maia (PSD) e Carlos Eduardo para o Senado.
A decisão de Alves, que ainda não é definitiva, foi encaminhada entre ele e o ex-senador José Agripino Maia, líder do União Brasil e tutor do projeto eleitoral de Allyson Bezerra. O ex-prefeito de Natal assinou a ficha de filiação para cumprir o prazo de filiação partidária para quem vai disputar as eleições de 4 de outubro, que se encerrará neste sábado, 4 de abril.
A princípio, o nome de Carlos Eduardo Alves foi ventilado para a nominata à Câmara dos Deputados da federação União Progressistas. O entendimento do grupo é de que o ex-prefeito de Natal não teria chance de eleição, mas serviria de “esteira”, ao lado do ex-deputado Kelps Lima (União Brasil), para a federação eleger três deputados federais, com prioridade para os atuais parlamentares: João Maia (PP), Robinson Faria (PP) e Benes Leocádio (União Brasil).
Alves não aceitou a proposta. Ele também havia sido sondado por outros grupos políticos, sem entendimento. Agora, na rede final do prazo de filiação, decidiu pelo União Brasil e, provavelmente, disputará uma das duas cadeiras do Rio Grande do Norte ao Senado da República.
Se confirmada a sua postulação, essa não será a primeira vez que Carlos Eduardo Alves disputará o Senado. Na eleição de 2022, ele foi candidato pelo PSD na chapa da governadora reeleita Fátima Bezerra (PT). Para acomodar Alves, o PT teve que abrir mão da candidatura do então senador Jean Paul Prates, que tinha o direito natural à reeleição. Paul acabou saindo do PT para o PDT.
Carlos Eduardo não obteve sucesso nas urnas. Ele recebeu 565.235 votos (33,40%) e foi derrotado pelo senador Rogério Marinho (PL), que obteve 708.351 (41,85%).
Oligarquias
Com a opção pelo palanque de Allyson Bezerra, Carlos Eduardo se abraçará a outro Alves no grupo político, o seu primo Walter Alves, vice-governador dissidente e presidente estadual do MDB. Walter estava no governo até janeiro deste ano, quando rompeu politicamente com a governadora Fátima Bezerra, para se afiliar ao ex-prefeito de Mossoró.
As duas mais tradicionais oligarquias políticas do Rio Grande do Norte dão sustentação à pré-candidatura de Allyson Bezerra. Ele conta com a senadora Zenaide Maia, deputado federal João Maia e a liderança de Agripino Maia; e passou a ter o apoio de Walter Alves e Carlos Eduardo Alves. Para completar, a tradicional família Faria, representada pelo deputado federal Robinson Faria, também estará no palanque de Allyson.
Cadu Xavier, agora ex-secretário, inicia a pré-campanha ao governo
Agora é na estrada. Assim definiu a sua nova fase o pré-candidato a governador Cadu Xavier (PT). Ele se desincompatibilizou da Secretaria Estadual da Fazenda para cumprir o prazo da legislação eleitoral e iniciar a pré-campanha ao governo do Rio Grande do Norte.
Com apoio da governadora Fátima Bezerra (PT) e do presidente Lula (PT), Cadu acredita que consolidará a sua postulação durante a pré-campanha. Ele vai visitar todas as regiões do estado e o máximo possível de municípios, com objetivo de mostrar que ele representa o projeto de governo liderado por Lula.
Cadu passou sete anos no governo estadual, chegando junto com a governadora Fátima. Ao se despedir do cargo, ele agradeceu a oportunidade de liderar a pasta e ressaltou a experiência acumulada ao longo da gestão. Auditor de carreira, ele esteve à frente da Fazenda estadual desde 2019.
Para o lugar de Cadu, a governadora nomeou Álvaro Bezerra, que era o secretário do Tesouro estadual. Também foi nomeada a auditora fiscal Jane Araújo para o cargo de secretária de Administração, pasta que estava vaga desde a saída de Pedro Lopes. Já o auditor fiscal Rodrigo Otávio da Cunha assume a Secretaria Executiva da Receita, integrando a equipe responsável pela condução das atividades fiscais no Estado.