COLUNA CÉSAR SANTOS / JORNAL DE FATO
O supermercadista Júnior Rebouças está mesmo disposto a investir na valorizada área do Estádio Manoel Leonardo Nogueira, o Nogueirão, dentro de projeto de ampliação de sua rede de supermercados Rebouças.
Ele foi o único a apresentar proposta, via Nacional Incorporadora e Construtora LTDA, no processo de licitação lançado pela Prefeitura de Mossoró, para a construção do novo Nogueirão por meio de Parceria Público-Privada (PPP).
Em conversa com o empresário Isoares Martins, revelada em vídeo por Isoares, o supermercadista detalhou o projeto que terá um novo estádio com capacidade para 15 mil pessoas sentadas, a construção de um supermercado, um centro de convenções no segundo pavimento, área de estacionamento para 1.500 veículos e o centro administrativo de Mossoró, que está inserido no edital.
Trata-se de um investimento valioso, que pode suplantar os R$ 200 milhões, que evidentemente não se limita à construção de novo estádio.
Mas de fato é o Nogueirão que mais interessa à sociedade, em particular ao futebol mossoroense que está sem estádio desde fevereiro de 2024. E é exatamente nesse ponto que existe o maior entrave para o investimento proposto por Júnior Rebouças.
Toda a área do Estádio Nogueirão está sub judice. A Liga Desportiva Mossoroense (LDM) afirma que é dona do estádio e questiona o processo de municipalização que, segundo a entidade, foi feito de forma ilegal, a partir da falsificação de assinaturas e de autorização dada por pessoas que não pertenciam aos quadros da LDM.
O caso tramita na Justiça local e, provavelmente, qualquer que seja a decisão, seguirá o caminho do Judiciário até chegar a Corte Superior em Brasília.
Esse jogo, com certeza, não se encerrará nos 90 minutos.