O Dia Nacional da Visibilidade Trans, celebrado em 29 de janeiro, vai além de uma data simbólica: é um chamado à garantia de direitos, acesso à saúde de qualidade e respeito à diversidade. Nesse contexto, o trabalho do cirurgião plástico Dr. Felipe Góis tem se consolidado como uma das principais referências no Brasil na assistência médica à população trans, aliando ciência, ética e compromisso social.
Com título de especialista pela Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP) e pela Associação Médica Brasileira (AMB), Felipe Góis construiu uma trajetória acadêmica e profissional marcada pela excelência. Mestre pela Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP – Escola Paulista de Medicina), com residência em Cirurgia Plástica pelo renomado serviço Osvaldo Saldanha, em Santos (SP), o médico tem atuação reconhecida nas áreas de cirurgia plástica, medicina regenerativa e educação médica.
A aproximação com a assistência à saúde de pessoas trans teve início ainda durante sua formação médica, quando passou a atuar em um hospital-escola credenciado como centro de referência para esse público. Na época, o maior desafio era a escassez de protocolos e evidências científicas consolidadas no Brasil, o que impulsionou o médico a aprofundar seus estudos e buscar referências internacionais, especialmente junto à World Professional Association for Transgender Health (WPATH).
A partir desse aprofundamento, Felipe desenvolveu uma técnica própria de masculinização torácica para homens trans, baseada em rigor anatômico, preservação da sensibilidade e respeito à identidade corporal. O método se diferencia por promover resultados mais harmônicos, seguros e funcionalmente superiores, consolidando seu reconhecimento como especialista no tema.
Hoje, Felipe Góis atua como speaker de empresas globais como Bayer (Bepantol) e GC Aesthetic, é membro de sociedades científicas como a Sociedade Brasileira de Laser na Medicina, Sociedade Brasileira de Regeneração Tecidual e Sociedade Brasileira de Queimaduras, além de manter pesquisas científicas ativas com financiamento institucional.
Um dos marcos de sua atuação foi a criação do Manual TRANScender, um livro com ISBN desenvolvido com alunos de Medicina, que se tornou uma das primeiras obras brasileiras a sistematizar, de forma didática e científica, a assistência em saúde à população trans. O material orienta desde o uso correto de pronomes até protocolos clínicos, cirúrgicos e de acolhimento, servindo como referência para médicos, enfermeiros, psicólogos e outros profissionais da saúde.
“A medicina só cumpre seu papel quando se baseia em ciência, ética e empatia. Meu compromisso é militar através do conhecimento científico, para garantir que pessoas trans tenham acesso a uma saúde digna, segura e baseada em evidências”, afirma Felipe.
No Dia Nacional da Visibilidade Trans, sua trajetória reforça uma mensagem clara: respeito também se constrói com pesquisa, técnica, formação e compromisso social. Em um país que ainda enfrenta profundas desigualdades no acesso à saúde para a população trans, o trabalho de Felipe Góis representa um avanço concreto rumo à cidadania, à inclusão e à medicina de excelência.