COLUNA CÉSAR SANTOS / JORNAL DE FATO
Servidor público concursado da Universidade Federal Rural do Semi-Árido (UFERSA), Allyson de Cinthia não exerce a atividade de técnico de laboratório (nível de classificação D, cujo salário inicial é de R$ 2.667,19) desde 2018.
Naquele ano, ele se licenciou da função para disputar a eleição à Assembleia Legislativa. Eleito, renovou o direito de licença, não remunerada, para cumprir o mandato de deputado estadual.
Em 2020, eleito prefeito de Mossoró, a licença foi prolongada até abril de 2026, quando ele renunciou ao cargo para ser candidato a governador. Ato contínuo, solicitou nova licença para o período de campanha eleitoral.
A lei reza que a partir do registro da candidatura e até o décimo dia seguinte ao da eleição, ele faz jus à licença, assegurados os vencimentos do cargo efetivo, somente pelo período de três meses. Esse prazo termina nesta quinta-feira, 5.
Daí, Allyson de Cinthia terá que decidir se reassume a função de técnico de laboratório da Ufersa ou se recorrerá a novo pedido de licença, o quinto desde 2018.
Nos corredores da Ufersa a aposta é que ele não retornará ao trabalho, por considerar, do alto de sua empáfia, que o cargo não condiz com a sua autoridade pública.
Nos bastidores da política, dois caminhos são considerados para justificar nova licença:
1 – Assumir uma função remunerada dentro do seu partido, o União Brasil;
2 – Assumir o cargo de Chefia de Gabinete do prefeito Marcos Bezerra (Republicanos) para continuar mandando na Prefeitura de Mossoró.
Um terceiro caminho é possível, porém, improvável: Allyson de Cinthia pode optar por pedir licença para cuidar de assuntos particulares, prevista no Art. 91. da Lei 8.112/1990, que tem prazo de três anos consecutivos e sem remuneração.
A resposta será conhecida nesta quinta, 5, quando terá, por obrigação, que se apresentar ao seu local de trabalho.
Crédito da foto: Jornal de Fato / Arquivo