COLUNA CÉSAR SANTOS / JORNAL DE FATO
O ex-prefeito Allyson Bezerra (União Brasil) tem enorme dificuldade de falar sobre a Operação Mederi, que desmantelou um esquema criminoso de desvio de recursos da saúde pública de Mossoró quando ele era chefe do Executivo municipal.
Sempre se embaraça para responder perguntas e acaba aumentando as desconfianças em torno dele.
Essa semana, numa entrevista em Natal, Allyson foi questionado por que não ofereceu as senhas do seu celular para facilitar o trabalho da Polícia Federal. Ele negou que tenha feito isso, brigando com a verdade e com os documentos que estão nos autos do processo no Tribunal Regional Federal da 5ª Região (TRF-5).
No Termo de Apreensão nº 695941/2026, lavrado pela Delegacia da Polícia Federal, registra a apreensão de um iPhone encontrado em poder de Allyson. Na descrição do item, a PF afirma que o aparelho foi arrecadado com um chip da TIM e que o investigado “não estava fornecendo senha para acesso”.
Outro documento da PF lista a apreensão de um iPhone 17 Pro Max, um MacBook Air e um cartão MicroSD. No caso do iPhone e do notebook, a descrição novamente registra que os equipamentos foram apreendidos em posse de Allyson e que ele estaria “não fornecendo senha para acesso”.
Allyson, que se propõe a governar o Rio Grande do Norte, precisa respeitar a verdade, ser transparente no que fala e, principalmente, apresentar à sociedade uma versão séria sobre a Operação Mederi.
Em tempo: Allyson Bezerra é colocado pela Polícia Federal no “topo” do esquema criminoso.