Terminou uma fase do calendário eleitoral que não deveria ter nenhuma importância, visto que se tratava apenas do tempo em que as candidaturas devem ser registradas conforme tenham sido decididas nas convenções partidárias.
O tempo entre a convenção do PL e o registro de Flávio Bolsonaro tornou-se um martírio que expôs a fratura e fragilidade do projeto presidencial da extrema direita.
Um vendaval de brigas e até de falsas reconciliações não deixou que a candidatura fascista de Flávio Bolsonaro pudesse surfar na onda de favorecimentos da mídia golpista e das partículas da Justiça sequestradas no STF pelo ministro terrivelmente bolsonarista André Mendonça que cuida do Caso Master que já poderia metido “Flavoca” na cadeia e no TSE com o Bozofascista Cássio Nunes que não tira dos olhos a venda de Têmis, mas que só tem tarja preta num dos olhos.
Além dos malabarismos sem limites dos dois ministros que agem como advogados de defesa e da banda podre da mídia que jogaram para debaixo do tapete tudo que apareceu, aos borbotões, mostrando um Flávio mais sujo que pau de galinheiro, foi grande o moído para deixar a impressão de que a candidatura não estava desmoronando. Mas a dificuldades de encontrar partidos aliados e emplacar uma vice minimamente significativa na chapa, expôs a chaga do projeto fascistoide.
O primeiro foi o PP que jogou na lama a candidatura de Tereza Cristina, a “vovozinha” preferida de Flávio que, mesmo sabendo que não teria a legenda liberada enganou vergonhosamente o amigo presidenciável. Além do PP se enfileiraram o PSD que, mesmo sendo dirigido por Kassab, o supersecretário de Tarcísio de Freitas, cedeu o seu cacique para ser o vice de Caiado, um projeto natimorto, mas que era um jeito de se livrar do “Rei da Rachadinha”. MDB também pulou fora e o Podemos, idem. Michelle não quis nem papo.
Foi cuidar da sua candidatura ao Senado, que é o jeito de se livrar da família, conquistando independência por oito anos, tempo em que Jair pode n ão estar mais lhe dando trabalho e ela administrando comente pensões.
Ninguém quis dar um vice para um candidato que a banda pobre da mídia e dos institutos de fancaria insistem em pesquisas que o colocam nos calcanhares de Lula.
Aqui estamos, com as candidatura registradas. Lula com Alckmin arrastando uma plêiade de siglas significativas: PT, PCdoB, PV, PSB, PSOL, Rede e PDT, que garantirão à esquerda uma vantagem poderosa de tempo de rádio e TV e um legado de feitos e discursos.
Enquanto Lula segue com Alkmin, Flávio vai com um vice insignificante, que, em vez de uma mulher, depois de peregrinar pelas portas de Tereza Cristina, Júlia Zanata, Bia Kicis e Priscila Costa, põe na prateleira um tarado acusado de estupro de uma menor de 13 anos, portanto, pedófilo, gerando um slogan deprimente nas redes sociais: “Tariflávio e Taradão”
Lamentamos que Flávio tenha se livrado da ridícula companhia de Rogério Marinho, o Saco Preto, 7 x 0, que nos daria o pior candidato a presidente e o pior candidato a vice da história brasileira.
A esquerda se livrou do temor que afetava os mais experientes, que era o medo de Flávio não conseguir registrar a candidatura, justamente por ser o candidato mais fácil de derrotar.
Flávio e Alfredo Gaspar, PL com PL, não é o que se pode chamar de “Chapa Puro Sangue”. É pura lama… Um sanduiche de pão com pão… Uma chapa sem cheio e sem sabor, que terá apenas a colheita do gigantesco trabalho antilula e antipovo que cretinamente os segmentos fascistoides da mídia, da parte da religião mercantilista que é ópio do povo e da extrema direita, fizeram para enganar os incautos, que lamentavelmente ainda são muitos. Que o digam as pesquisas para o segundo turno.
Candidatos da escória direitista que não passam de 1% a 5% em pesquisas para o primeiro turno, pulam para 30% a 40% no segundo. Ou seja, não têm votos. Contam com um bando de alienados e reacionários que votam contra Lula como fizeram quando votaram em Collor, Serra, Aécio e Bolsonaro.
CRISPINIANO NETO – É jornalista e escritor, poeta e engenheiro-agrônomo
